Tirinha de Liniers inspirada em Mary Poppins

Tirinha de Macanudo (02/04/11).
Tirinha de Macanudo (02/04/11).
Julie Andrews como Mary Poppins e seu guarda-chuva no filme de 1964.
Julie Andrews como Mary Poppins e seu guarda-chuva no filme de 1964.

Olga Poppins

Olhem só essa tirinha de Macanudo publicada em abril deste ano. Uma referência ao musical Mary Poppins (1964), um dos maiores sucessos dos estúdios Disney e que consagrou o nome de Julie Andrews, no papel de uma babá britânica, um pouco louca, e “praticamente perfeita”. As canções compostas pelos irmãos Richard e Robert Sherman tornaram-se icônicas (como a surrealista Supercalifragilisticexpialidocious), e a película é uma das mais cultuadas por fãs do mundo inteiro.

O quadrinista Ricardo Liniers.
O quadrinista Ricardo Liniers.

Sobre Macanudo

Macanudo é uma série de tirinhas publicadas desde 2002 no jornal argentino La Nación, criadas pelo quadrinista Ricardo Liniers. Aqui no Brasil, os quadrinhos podem ser acompanhados na Folha de São Paulo mas, na minha opinião, poderiam ser publicados também em algum periódico carioca, pois trata-se de uma das melhores tiras que apareceram nos últimos anos. O talento do artista portenho é notória. Suas histórias sempre contam com humor sarcástico, feito muitas vezes de formas bem sutis, aliados a uma arte impecável e um estilo próprio em que até os contornos dos quadros são objetos de experimentação. A série não tem personagem principal. Macanudo é uma galeria de personagens bem diferentes como sapos, uma azeitona, pinguins, duendes, uma garotinha chamada Enriqueta que tem um gato chamado Fellini (consegue ser tão adorável quanto a Mafalda de Quino. Dê uma conferida abaixo), e até a Olga aí acima, uma amiga imaginária que só diz seu próprio nome. Ah… e o autor sempre se representa com cara de coelho. Conheça mais sobre o trabalho de Liniers clicando aqui. Imperdível…

Tirinha de Macanudo com a personagem Enriqueta e o gato Fellini.
Tirinha de Macanudo com a personagem Enriqueta e o gato Fellini. Inspiradora.

Violência musical

Zé Pequeno em Cidade de Deus (2002)
Zé Pequeno em Cidade de Deus (2002)

As 10 cenas mais violentas da história do cinema

O site Pop Crunch, uma espécie de tablóide digital sobre cultura pop, elaborou uma lista com os dez momentos mais violentos da história do cinema. Logo em primeiro lugar, uma produção nossa, Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, entrou para a lista com a cena em que Zé Pequeno pede para as crianças escolherem se preferem levar um tiro no pé ou na mão.

"What a glorious feeling. I'm happy again..."
“What a glorious feeling. I’m happy again…”

“I’m singin’ in the rain…”

O motivo de eu estar escrevendo sobre esse assunto em um blog sobre musicais é o filme que entrou na lista em quarto lugar: Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971). O clássico de Stanley Kubrick mosta uma cena em que Alex (Malcolm McDowell) e seus companheiros invadem a casa de um escritor e o espancam, enquanto estupram a sua esposa. Durante esse ato de selvageria, Alex canta Singing in The Rain, canção-tema do filme Cantando na Chuva (Singin’ in The Rain, 1952) imortalizada na voz do astro Gene Kelly. Confira a famosa cena…

Gene Kelly em Cantando na Chuva, 1952.
Gene Kelly em Cantando na Chuva, 1952.

Mais…

Confira a lista completa aqui.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Aproveite e confira outras três versões da canção Singin’ in The Rain: a do filme The Hollywood Review of 1929, a primeira vez que ela apareceu; a versão de Gene Kelly em Cantando na Chuva; e a verão gravada pelo cantor britânico, Jamie Cullum.

Mônica Salmaso – A Volta do Malandro

A cantora Mônica Salmaso.
A cantora Mônica Salmaso.

Men at work

Minha casa está em obras e, por isso, estou um tempo sem postar nada aqui. Minhas estantes de livros e DVD’s estão cobertas, há um barulho irritante diariamente, e minha avó está dormindo na sala. Por isso eu tento passar a maior parte do dia fora de casa. Mas para não morrer, um videozinho de uma das maiores intérpretes da Música Popular Brasileira cantando uma canção de Chico Buarque, da versão cinematográfica da Ópera do Malandro. Infelizmente, ela é pouco conhecida do grande público: Mônica Salmaso.

Noites de gala, samba na rua

Eu a conheci quando trabalhava no Hotel Glória, lá pelos idos de 2006/2007, enquanto ela almoçava no restaurante Positano. Amor a primeira audição. O primeiro álbum que eu comprei seu, foi Noites de Gala, Samba na Rua, de 2007, em que a cantora interpreta apenas canções do repertório do nosso amado Chico Buarque. MARAVILHOSO. Quem quiser comprá-lo, fica a dica e o link. Uma boa sexta-feira a todos…

Eis o malandro na praça outra vez
Caminhando na ponta dos pés
Como quem pisa nos corações
Que rolaram nos cabarés

Entre deusas e bofetões
Entre dados e coronéis
Entre parangolés e patrões
O malandro anda assim de viés

Deixa balançar a maré
E a poeira assentar no chão
Deixa a praça virar um salão
Que o malandro é o barão da ralé

(Chico Buarque)

Sem mais rehab…

Amy Winehouse cantando em sua turnê.
Amy Winehouse cantando em sua turnê.

A perda de uma grande voz

Amy Winehouse, a controversa cantora que, volta e meia, se encontra em problemas com álcool e drogas, foi encontrada hoje (23) morta em sua casa, em Londres. Segundo à FOLHA, ela foi encontrada morta às 16h deste sábado. Seu corpo foi descoberto pela polícia, que foi chamada para socorrer uma mulher inconsciente. Até o momento, não foi informado quem chamou a polícia. A autópsia será realizada amanhã. Winehouse já esteve no Brasil, no início deste ano, com sua turnê. A britânica se tornou mundialmente conhecida com o sucesso do seu segundo álbum, Back to Black, lançado em 2006.

Janis Joplin, a "Amy" dos anos 60.
Janis Joplin, a "Amy" dos anos 60.

Clube dos 27

Ao morrer com 27 anos, Amy passa a integrar o clube dos músicos que morreram nessa mesma idade: Brian Jones (Rolling Stones), Jim Morrison (The Dorrs), Kurt Cobain (Nirvana), Jimi Hendrix e Janis Joplin. Todos levaram vidas conturbadas regadas à sexo, drogas e rock’n’roll (clichê, mas nada caberia melhor)

Tributo

Aproveitando (acho que essa não é a melhor palavra) sua morte, um tributo ao seu trabalho e seu talento. Ouça as versões que já foram feitas na séria Glee de canções suas.

Vocal Adrenaline cantando Rehab.
"They tried to make me go to rehab but I said 'no, no, no'..."

1 – Rehab

Logo no primeiro episódio da série, o pessoal do New Directions (o clube do coral) vai à escola Carmel no intuito de assistir à apresentação do clube rival, Vocal Adrenaline. Logo ficam desesperados perante ao talento do grupo e sua maravilhosa coreografia para a canção mais famosa de Amy Winehouse, Rehab. A canção de seu segundo álbum a tornou famosa nos Estados Unidos e acabou conquistando o mundo. A canção é sobre a reabilitação em que a diva do soul enfrentou diversas vezes. “Eles estão tentando me levar para a rehab e eu digo não, não, não”.Ouça

Santana cantando Valerie.
"Stop making a fool out of me. Why don't you come on over, Valerie?"

2 – Valerie

No episódio Special Education, o clube do coral está concorrendo nas Seccionais por um lugar nas regionais. A apresentação começa com Sam (Chord Overstreet) e Quinn (Dianna Agron) cantando (I’ve Had) The Time of My Life, canção de Dirty Dancing. Logo após, Santana (Naya Rivera) cantaValerie, canção da banda The Zutons gravada por Amy e Mark Ronson. A interpretação é ótima e o resto do grupo faz apenas o vocal de apoio. Brittany (Heather Morris) e Mike (Harry Shum Jr.) quase roubam a cena com sua dança. Era de se esperar que o New Directions levasse a melhor na competição, empatados com os Warblers, grupo vocal só de garotos do qual fazem parte Blaine (Darren Criss) e Kurt (Chris Colfer)  Ouça

Santana cantando Back to Black.
"We only said goodbye with words. I died a hundred times..."

3 – Back to Black

E, por fim, no episódio Funeral, Santana canta Back to Black para concorrer à oportunidade de fazer um solo nas Nacionais. Os outros concorrentes foram Rachel (Lea Michelle) cantando My Man, do musical Funny Girl; Mercedes (Amber Riley) que cantou Try a Little Tenderness que, apesar de não ser originalmente de um musical, foi cantada no musical Duets – Vem Cantar Comigo; e Kurt canta Some People, de GypsyOuça

Pelo menos…

Alguém deve estar feliz com seu novo iPod Touch. E os jornalistas têm pauta nova pra semana inteira.

Susan Boyle – Um patinho feio…

Susan Boyle em sua apresentação no "Britain's Got Talent", em 2009.
Susan Boyle em sua apresentação no "Britain's Got Talent", em 2009.

…com canto de cisne

Com certeza você já ouviu falar sobre Susan Boyle. A dona de casa escocesa que ganhou o mundo ao ser vista centenas de milhões de vezes no YouTube, após aparecer cantando I Dreamed a Dream, do musical Les Misérables, no programa Britan’s Got Talent. Seu maior sucesso deu-se pela sua impressionante voz que, inesperadamente, não condizia com sua aparência. Não condizia, é claro, com os padrões de beleza impostos pela sociedade. Apesar da grande repercussão, Boyle não ganhou a competição, mas conseguiu assinar um contrato para o lançamento de seu álbum de estréia que foi recordista de pré-vendas no site da Amazon.

Sonhei um sonho

A canção que lhe deu sucesso, I Dreamed a Dream, é uma das mais belas canções já feitas  para um musical. É cantada pela personagem Fantine, e é um lamento por suas lembranças de dias melhores, tentando pensar o que deu errado em sua vida.  Veja sua famosa apresentação e sua consagração com todo o auditório (exceto por Simon Cowell) aplaudindo de pé, no vídeo abaixo. Um tapa na cara do público que desdenhava dela com caretas ao vê-la.

Memórias

Na semi-final, outra canção tirada de um musical. Desta vez, Memories de Cats, em sua apresentação feita no dia 24 de maio daquele mesmo ano.

Um sonho realizado

Apesar de perder a competição, Susan já lançou dos álbuns (um de Natal) e pôde cantar com sua ídolo, Elaine Paige, a atriz e cantora que já fez diversos musicais nos palcos do West End e da Broadway, como Hair, Evita, Grease – Nos Tempos da Brilhantina, Anything Goes, Piaf, Crepúsculo dos Deuses, O Rei e Eu e Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet. No vídeo abaixo, elas cantam I Know Him Well, do musical Chess.

Mais…

Conheça Paul Potts, um galês que, assim como Susan Boyle, participou da competição do Britain’s Got Talent surpreendendo a audiência com sua incrível voz. No caso, em vez de um musical, Paul canta a ária Nessum Dorma, da ópera Turandot, de Puccini.

A História dos Musicais no Cinema

Julie Andrews em "A Noviça Rebelde", de 1965.
Julie Andrews em "A Noviça Rebelde", de 1965.

O gênero musical é um caso à parte na história do cinema. Ou são amados, ou são odiados. Seus detratores costumam argumentar que musicais são irreais. Musicais não são mais ou menos “reais” que qualquer outra forma de arte. São formas de se interpretar o mundo, assim como uma ótima forma de entretenimento. Descendentes dos musicais teatrais e da ópera, os gênero musical encantou multidões que foram ao cinema em busca de escapismo, em busca de fruição artística ou apenas procurando um bom entretenimento. Mas uma coisa não pode ser negada. Os musicais são um gênero muito especial dentro da história. E é por isso, que publiquei aqui, em 20 partes, um pouquinho dessa história que começa com o surgimento do som no cinema e vem até os dias de hoje com o novo boom dos musicais nas telinhas. Tudo isso, fruto de um trabalho acadêmico feito por mim para a disciplina de Captação e Recursos Eletrônicos para Som (também conhecida como “Filosofia do Som” por sugestão do professor, André Scucato) . Espero que gostem.

Cena de "O Mágico de Oz", de 1939.
Cena de "O Mágico de Oz", de 1939.

Parte I: O nascimento do cinema sonoro

Parte II: O surgimento de um novo gênero

Parte III: O início dos anos 30

Parte IV: O código de produção

Parte V: Comédias musicais

Parte VI: Dancing Cheek to Cheek

Parte VII: A loucura de Walt Disney

Parte VIII: We’re off to see the wizard

Parte IX: Hollywood vai à guerra

Cena de "Moulin Rouge", de 2001.
Cena de "Moulin Rouge", de 2001.

Parte X: A Era do Ouro dos musicais: Ascensão e Queda

Parte XI: Os anos 60

Parte XII: Os reis do ié-ié-ié

Parte XIII: Os anos 70

Parte XIV: Os anos 80

Parte XV: A Renascença da Disney

Parte XVI: Os anos 90

Parte XVII: O século XXI

Parte XVIII: E o futuro?

Parte XIX: Os musicais ao redor do mundo

Parte XX: Filmes musicais no Brasil